
O Brasil dos nossos sonhos está longe de se tornar realidade, mas não podemos desistir. Ao contrário, precisamos ser ativos nas cobranças, na participação cidadã e, principalmente, nas reflexões a respeito do país que queremos para nós mesmos e nossos filhos.
E muito desse posicionamento passa pela batalha contra a corrupção que, na verdade, vem sendo uma guerra de muitos anos. As notícias a respeito não são nada animadoras, mas é preciso encará-las de frente para o amadurecimento da sociedade.
O Índice de Percepção de Corrupção (IPC) de 2021 acaba de ser divulgado pelo movimento Transparência Internacional. É o principal indicador de corrupção no mundo e, lamentavelmente, ele revelou que o Brasil patina na 96ª posição do ranking com 180 países e territórios, ficando atrás de nações como Etiópia, Arábia Saudita e China.
O desempenho ruim do Brasil, que só conseguiu 38 pontos, coloca o país abaixo da média global, que é 43 pontos, mas também abaixo da média regional da América Latina e ainda mais distante da média dos países mais avançados.
O pior do novo levantamento é que, com pequenas variações, ele mostra que o Brasil se mantém estagnado em um patamar muito ruim em relação à percepção da corrupção no setor público.
Segundo a Transparência Internacional, decisões recentes do governo federal, do Congresso Nacional e do Judiciário levaram a retrocessos no arcabouço legal e institucional anticorrupção do país, que tornam a situação ainda mais preocupante.
Ao todo, foram avaliados 180 países, com atribuição de notas entre 0 e 100. O índice é a referência mais utilizada no planeta por tomadores de decisão dos setores público e privado para o planejamento de suas ações.
Os países que estão quase livres da corrupção, ocupando os dez primeiros lugares na lista, são: Dinamarca, Finlândia, Nova Zelândia, Noruega, Singapura, Suécia, Suíça, Holanda, Luxemburgo e Alemanha.